Poema do Jogo


TREINANDO GOLEADAS

 

I. Brasil x Fluminense Sub-20

 

Treze a um...

 

Parece piada?

E se eu te disser

que foi de virada?

 

II. Brasil X Lucerna

 

Oito a zero...

 

"Mas é um combinado de Lucerna

o outro time..."

Tanto faz...

Fosse Brasil X Minha Vó

o resultado

ainda seria sublime!



Escrito por Balu às 16h49
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As inigualáveis diferenças entre os seres inanimados – Parte Um.

 

Jogo é jogo e treino é treino

Mas Clássico é clássico, não há dúvidas.

Pergunte ao mais modesto torcedor

Vencer o Come-Fogo ou ganhar do Timão?

A resposta vai ser, para o torcedor evidente, o clássico.

Sempre.

 

 

Jogo é jogo e treino é treino

Mas Clássico é clássico, não tenho dúvidas.

No Serra Dourada, em plena Libertadores, o sarro

Era contra o Vila Nova e não o adversário estrangeiro.

Evidente.

 

 

Jogo é jogo e treino é treino, né não?

Mas Clássico é clássico, indubitável afirmação

E quando tem olé ao fim do jogo, então

Coração de torcedor não aguenta, não.

Vencer o Verdão, ai que bão!



Escrito por Amaral às 11h27
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No baile da Colina

 

 

 

Sebá fura a bola e é uma vergonha só: Um.

 

Dois: Valdiran na cara do gol e Sebá de novo no chão.

 

Pânico, goleada outra vez. Três, sem Sebá, não deu para Valdiran.

 

E não foi gol, foi aviso.

 

 

 

Carlos Alberto convida Diego para bailar, Rafael Moura: Um.

 

Dois: Rafael Moura, depois de Carlos Alberto, Diego e o bailado.

 

Empate outra vez: Três, com Nilmar e ela, não.

 

E foi paixão. Colérico ciumento, Cássio.  E Nilmar de novo no chão.

 

 

 

Expulsão. Diego no gol. Quatro.

 

De virada, que ato!



Escrito por Amaral às 15h51
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Festa em Paris.

Festa de Príncipe e Rei:

quem namoriscou a mais bela

acabou sendo o Bobo.



Escrito por Deco às 15h22
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Coloradas coradas

 

Jorge Vágner jogou ela na área.

Bum. Índio. Cabeça. E gol.

 

Jorge Vágner jogou ela na área. De novo.

Bum. Índio. Cabeça. E gol. Outro.

 

O terceiro? Não foi o Jorge Vágner.

Nem o Índio. Sóbis foi lá e ela no gol.

 

"Tava impedido!!!! Tava impedido!!!!"

Ora pelotas. E daí, e daí?

Mereceu. Mereci. Murici.



Escrito por Amaral às 15h58
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Adeus (I)

I. Highbury

 

Lábios

colados ao chão.

 

Na cabeça

só o vento

passando.

 

As mãos e joelhos

sentindo a terra tremer.

 

Os ouvidos

sem triar

sentidos

(na verdade

mais orelhas

que ouvidos).

 

Lábios

colados à terra

colados ao chão.

 

Os lábios de argila

quente

e a terra quente do chão.

 

Nesse dia voltamos

ao marco zero

da criação.



Escrito por Balu às 17h45
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Adeus (II)

II. Zidane

 

Ser de ar,

vento forte

impiedoso e invisível,

arrancando telhados,

impelindo balões,

apagando

e alimentando

o fogo que mata,

o fogo que alimenta,

acabando com sonhos,

carregando sementes.

 

E de repente passa.

 

No ar parado

o peso

do silêncio

nos verga

os ombros.

 

E a nau gente

tem que esperar

outro sopro

para poder

se encontrar.

Escrito por Balu às 17h45
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Brincadeira de Roda

 

Ela, sempre ela.

A gurizada daqui, dali e de acolá.

E ela. Sempre ela, sempre.

Nas ruas de Londres e ela lá

E ela, outra vez, sempre ela.

Em Paris, lá ela está.

Outra vez, ela sempre.

 

 

Zidane se despede.

Highbury fecha o palco.

Não dela, que dela não se foge.

Não para ela, que o teatro dela não cerra porta.

 

 

Se Zidane jogou lá em Highbury?

Dizem que o Arsenal joga na Javari, sábado.

A gurizada garante o Zizou, com a 5 do Juventus.

Juventus e Arsenal? A gurizada e ela.

 

É que para ela é sempre assim. Não tem jeito.

A brincadeira é dela. E ela escolhe com quem e onde brinca.

Ela, sempre ela.

 



Escrito por Amaral às 15h39
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Pensou que eu não vinha mais, pensou?

Sumi mas voltei... Um tempo longe dos bits e bytes faz bem a todo mundo. Por outro lado, adorei encontrar esses 3 novos poemas. Maravilhas! Já já volto a participar. Tema: despedidas - Zidane e Highbury. A imagem diz mais:



Escrito por Balu às 14h10
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A canção da bola que rola

 

Enquanto a bola rola

Era tempo e agora é a bola que rola

Agora era tempo de bola e ela rola

 

Bola rola agora

Rola agora bola

Agora bola rola

 

Quando o Sílvio Luís percebeu já era tarde

A bola que rola era gol

Tava na rede, no filó, estufada no barbante

 

A bola que rola agora é gol

Enquanto a bola rola era tempo

E três vezes a estrofe repetiu

 

Bola rola agora

Rola agora bola

Agora bola rola

 

Quando o Sílvio Luís percebeu já era tarde

O jogo tinha encerrado e já não era mais gol

Mas não tinha mais tempo.

 

 



Escrito por Amaral às 10h28
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Caprichos e verdades

 

Não é verdade que seja caprichosa, só isso não é verdade.

Que só atenda quem ela quer. Ou deseje.

Se fosse assim não haveria lugar para todos.

Ela só se sente melhor. Lá ou cá.

 

Por isso, não é verdade que Passarela seja um treinador de parcos recursos. E só.

Ela gostava dele e dele foi amiga. Por tempos.

Zagueiro, mas classe. Capitão.

Então ela soube que o esculhambavam. E não teve jeito.

 

Optou por um lado, o dele.

E sobrou gol contra, bola recuada sem jeito. Mistérios mil.

E não é que ela não goste deles, dos zagueiros.

Ela é assim mesmo, desconfio.

 

Se ela é caprichosa? Não acho.

Ela é desse jeito, tinhosa.

Mas que ela escolhe, não tenho dúvidas.

A mais doce verdade, isso é o que é.

 



Escrito por Amaral às 16h07
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Brincadeira dela, e nossa.

 

Eu era importante. As crianças me olhavam e brincavam comigo.

Levava roupa e pó, para cá e para lá.

Os trabalhadores, torciam para que eu fizesse o meu trabalho.

Descanso. Secar a roupa. Refresco.

Eu era importante e dava as cartas e aquele era meu mundo.

E ela chegou. Devagar. As vezes feita de meia, outras não.

Redonda, vistosa e chamava a atenção.

De uma hora para outra, eu que era centro passei a recreio.

Dela. Que ia e vinha nos pés dos garotos. Os trabalhadores também.

Para eles ela era mais que o meu refresco. Era sonho. E descanso.

Para as mentes.

Só de birra a empurrei para longe, lá para lá dos varais.

Os garotos riram. E para ela e dela foram os sorrisos.

E alguém mandou ela de volta, para se aninhar em algum pé por ali.

E ela me olhou, de soslaio:

"Vento, num carece mágoa. Me manda de volta para lá. É gol para eles. E para você, sei que é também."

Sorri e mandei. E brinquei também. Eu que era centro passei a recreio. Deles, dela.

E meu. Também.



Escrito por Amaral às 11h38
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