Poema do Jogo


Ângulo.

Traves: dois paus de varal.

Travessão: arame de onde pendem pregadores multicoloridos.

 

O gol mais bonito?

 

Aquele que alcança o canto superior.

Perto de onde se encontram pau e arame.

 

Lá onde o passarinho dorme.



Escrito por Deco às 19h02
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TAMBÉM DESAFIO...

...ou provoco os dois blogueiros a poemar...



Escrito por Balu às 17h47
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O vai e volta dela e do goleiro perto da marca

 

A bola que vai é a mesma que volta?

Se a bola que foi entrou, a que volta não é mais a mesma.

Experiência, adquire. Vida, recebe.

E volta outra, disforme da forma original.

Redonda, mas formosa.

 

Se a bola que foi e foi penalidade, marcada e no cal, a que volta é outra

Ansiosa, lasciva, na luxúria.

Pecadora, se falta não foi. Vingadora, se marcada exata.

No pecado, quer o gol e consumar. Volta e é vaidosa.

Na vingança, quer tudo e reverência. Soberba ao retornar.

 

A que volta sempre é outra. Se defendida pelo arqueiro, ainda assim,

A que volta é outra. Entre agradecida e emburrada, entre eufórica e resignada

Se a bola que foi escapuliu pela lateral, volta outra ainda e sempre assim

Uma vez fora da linha, já é outra. Não volta intacta, nunca

Redonda, mas altiva e circunspecta.

 

Quando então Rogério bate na bola, a que vai, vai feliz.

A que volta, agradecida.

Faltam poucos gols para ela e para o arqueiro.

A que vai, já sabe. A que volta, história.

Tão perto da glória, ela que foi. Voltará emoldurada. Rogério, fique com ela.

 

A bola que vai não é mesma que volta. Nunca será.

Redonda, mas eternamente agradecida.



Escrito por Amaral às 14h56
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MARIA DIFÍCIL

"Quero!"

"Quero!"

e "Eu também!"

 

"Mas eu que não quero!

Hoje não sou de ninguém."



Escrito por Balu às 14h59
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Gambler.

Um desafio ao meu irmão Balus. Traduzir a imagem em poema (não é bem um desafio: é um misto de curiosidade e deleite).



Escrito por Deco às 22h23
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Sobre os empates e ela

 

Na verdade o que ela quer é o gol

Mas se o gol não chega, o que ela quer

É trato. Se tratar com jeito ela deixa. E quer.

Ela olhou para o 10 e disparou: "Já tô com saudade"

Saudade. Dizem que és palavra específica deste vernáculo.

Ela acha. O 10 sorriu. Se o gol não chega, o que ela quer

É trato. Se tratar com jeito ela deixa. E quer...



Escrito por Amaral às 17h11
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ARSENAL E BARCELONA

0x0       0x0

2

equipes

 

olham

a final.

 



Escrito por Balu às 16h44
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RIQUELME

Entre o apito: parta

e o encontro do pé com a bola

o que passa?

 

O silêncio dos que torcem pelo acerto?

Ou o silêncio de quem teme o fiasco?

 

O silêncio de quem acredita no amparo?

Ou o silêncio dos que antevêem o provável?

 

Depois do apito: parta

e o encontro do pé com a bola

o que passa?

 

O grito.



Escrito por Deco às 23h48
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ARSENAL X VILLAREAL

 

Nada como um pênalti

no último minuto.

 

Mais valeu, porém,

o goleiro astuto.

 

Quem bateu o penal

teve mais garganta que talento.

Antes da partida: “O Villareal

vai botar, no mínimo, dois tentos.”

 

Depois do jogo

amainou-se o fogo,

calou-se o argentino,

e se fez justiça

ao time londrino.



Escrito por Balu às 19h49
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Centro de Treinamento

Lá e cá, treino.

Treino tático, não, que não gosto.

Gosto é da letra que aparece e se junta com outra.

E outra, fazendo sílaba, palavra, bola.

E lá, como cá, tem o jogo.

Bolonista assim escreve o que vê.

O que vê, não, pois o que se sente.

O fato é que o Arsenal ganhou, no sufoco e isso me fez treinar, de leve.

Para a nossa Copa. Poema? Sei lá.



Escrito por Amaral às 18h20
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Quarenta e cinco minutos, um tempo.

E mais quarenta e cinco, o outro.

Com os acréscimos, quanto dá?

Lá pelas tantas me perguntam se acho que vai dar

Para empatar ou para vencer?

Pensei comigo e não achei resposta.

Vamos ver o que vai ser desta Copa, agora singular.

Sem par.

Balu, tô na área.

 



Escrito por Amaral às 13h59
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Upa, cheguei.

Antes do apito

outro trino mais grave

habita o ouvido.

 

É bom estar aqui. Muito bom. E vamos poetando, que poêta é bom pacas.



Escrito por Deco às 19h15
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JOGOS E POEMAS

Missão arriscada essa que agora assumimos

de fazer poesia dos jogos que assistirmos;

de botar palavras onde elas nunca couberam;

de tentar fazer bem o que outros nunca fizeram.

 

A diversão, pelo menos essa, é garantida

mesmo depois dos 90 minutos de partida.

É certo que coisa muito boa não veremos,

mas isso, convenhamos, é o de menos.

 

O que importa é o barato, a brincadeira,

o escrever sem medo de dizer besteira,

o torcer de uma forma mais discreta.

 

Afinal, quem tem que fazer bonito

antes que soe o derradeiro apito,

não somos nós, ridículos poetas.



Escrito por Balu às 18h55
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COMEÇANDO

Este blog comunitário pretende publicar poemas elaborados por seus membros cujo tema seja cada um dos jogos da Copa do Mundo de 2006. A idéia é ter, no mínimo, um poema por jogo; pelo menos 64 até o fim da competição. Vamos ver no que dá...

Escrito por Balu às 18h46
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, VILA BERTIOGA, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Música, Política
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